Desapego (ou das pessoas que saem de nossas vidas)

Às vezes, num daqueles momentos em que o cérebro decide desenterrar alguns defuntos, me pego pensando em algumas pessoas que não fazem mais parte do meu caminho. Não estou falando da ex, mas de pessoas que considerei como minhas amigas um dia.

Parece que estar em outro país, a milhares de quilômetros de sua “casa”, te leva a pensar em todas as pessoas que você já conheceu, talvez porque você saiba que, dificilmente, você verá algumas delas novamente — a não ser que a vida dê uma de Glória Perez e as coloque no mesmo ônibus que você um dia.

Talvez seja porque você fica com aquela sensação de que, se você já não vai conseguir manter o mesmo grau de proximidade com seus amigos e familiares, que você via com mais frequência, fica impossível imaginar qualquer situação em que você entrará em contato com um conhecido distante. E aí você decide fixar seu pensamento, justamente, no conhecido distante! Tudo bem que é uma fixação passageira mas, ainda assim, tem sido um pouco frequente pra mim.

Em alguns momentos lembro de pessoas que saíram da minha vida de forma, digamos, traumática. E aí a coisa fica divertida, porque parece que o meu cérebro me leva a pensar em coisas do tipo “quais são as possibilidades de essa pessoa me encontrar na rua amanhã?”

E, justamente por isso, tenho me lembrado cada vez menos dessas pessoas. Porque sei que as chances de eu esbarrar com elas em São Paulo já eram pequenas; agora, literalmente do outro lado do mundo, é praticamente impossível que isso aconteça!

Mas, novamente, nunca se sabe quem vai escrever os próximos capítulos de nossas vidas, não é?

• – • – •

Viver longe de todas as pessoas que você conhece te ensina a desapegar das pessoas que fazem falta (porque o convívio será restrito, por motivos óbvios) e, principalmente, das pessoas que não fazem falta. Isso é ótimo, pois você tem mais espaço na sua cabeça pras coisas que realmente importam!

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4 Comentários em “Desapego (ou das pessoas que saem de nossas vidas)”

  1. Tabata Says:

    Onde você está morando Zé?
    Passei por uma fase parecida, mudando apenas para outro estado. É interessante como a nossa relação com as pessoas muda né? No meu caso, me afastar foi uma ótima forma de ver melhor quem antes estava do meu lado e perceber que estava valorizando as pessoas erradas.

    • autoajudasentimental Says:

      Oi Tabata,
      Tô morando em Toronto, desde setembro. É exatamente o q vc disse: estar longe te ajuda a separar as pessoas q sempre estiveram do seu lado daquelas q, no fundo, só queriam o seu mal. E o bom de estar longe é q vc não se sente obrigado/a a agradar ninguém! hahahah

  2. Admin Says:

    Vc vai ficar em Toronto pra sempre? Olha que o destino prega peças e vai q vc encontra a pessoa ai, ou qdo tiver passeando por aqui rs

    • autoajudasentimental Says:

      Hahahah pois é, não duvido de nada nessa vida!
      Então… por enquanto temos visto temporário pra um ano e meio. Vamos ver o q rola, né? 🙂


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