Choro

Fui uma criança chorona.

Praticamente qualquer coisa me fazia chorar; teve uma vez, por exemplo, em que eu chorei porque meu tio tinha demorado pra chegar em casa para o réveillon. Outra vez chorei por causa de um filme bobo e me vi obrigado a inventar uma desculpa pra ninguém rir do motivo — a sorte é que eu estava na pré-adolescência e isso acabou pesando a meu favor…

Com o tempo, passei a chorar menos. E agora, pensando nas pouquíssimas vezes em que eu chorei depois de adulto, percebo que o sentimento que leva ao choro é algo muito importante, principalmente quando esse choro é causado por outras pessoas.

(Antes de eu continuar com o post, preciso fazer uma distinção entre o choro “de verdade” — aquele em que você soluça e faz careta — do choro “de filme”, geralmente desencadeado depois de um filme emocionante — que compreende apenas aquela lágrima que escorre dos olhos, sem soluço nem careta. Estou falando, obviamente, do primeiro.)

Consigo contar nos dedos as vezes em que chorei depois de adulto e, consequentemente, lembro-me exatamente dos motivos. Mais recentemente, chorei quando tive “a conversa” com minha ex e, depois disso, chorei duas outras vezes; das duas vezes foi por causa da minha esposa. Mas não foi por ódio ou por tristeza: foi por ter ficado comovido com seu gesto de bondade em uma situação em que ela poderia, simplesmente, escolher não se envolver.

E aí eu comecei a pensar que isso nunca aconteceu durante meu primeiro casamento… chorei poucas vezes quando estava com minha ex, mas todas as vezes foram por raiva, tristeza ou qualquer outro sentimento ruim.

Antes eu me aborrecia quando pensava nas experiências ruins do meu primeiro casamento. Agora, principalmente por causa de todas as coisas boas vividas com minha esposa, só tenho a agradecer à minha ex por ter me dado a oportunidade de descobrir a real felicidade!

(Ah, teve uma vez em que um filme, “Invasões Bárbaras” , me fez chorar de verdade. E eu quase chorei de verdade com “Peixe Grande” também. E, das duas vezes, me perguntei se a idade tem me deixado com o coração mais mole…)

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