Buscando sonhos

Passei um tempo considerável numa espécie de limbo de sonhos. Não, eu não perdi a capacidade de sonhar enquanto durmo; aliás, acho que eu nunca tive sonhos tão malucos como ultimamente! Um dia eu falo mais sobre isso…

O problema eram aqueles sonhos de vida, sabe quais?

Houve um tempo em que eu queria trabalhar em uma multinacional. Consegui realizar esse sonho, subi alguns degraus na hierarquia do departamento… mas, por vários motivos, comecei a entrar numa crise por achar que as coisas eram mais bonitas enquanto eu apenas sonhava com esse emprego. É mais ou menos o que dizem os versos desta música aqui:

“Os meus sonhos
Eu procuro acordar
E perseguir meus sonhos
Mas a realidade que vem depois
Não é bem aquela que planejei”

Mas, de uns tempos pra cá, minha noiva decidiu ir atrás dos sonhos dela. Como eu não tinha os meus acabei me inspirando a ajudá-la a seguir os dela. Só que aí eu descobri uma coisa legal: um desses sonhos dela (que, na verdade, se tornou “nosso”) poderia me ajudar com um sonho que eu tinha na infância, e que eu achava até meio bobo. Não vou falar qual é, mas espero que um dia vocês descubram…

E agora, apesar de ainda não ter tomado qualquer ação pra realizá-lo, estou radiante com as possibilidades!

• – • – •

“If you can dream it, you can do it.” (Walt Disney)

Vi essa frase pela primeira vez na assinatura de email de uma pessoa muito especial que eu conheci, e sobre a qual eu já falei em posts anteriores. Tive o privilégio de trabalhar com um cara que tinha distrofia muscular e encarava sua situação da forma mais natural e descontraída possível. Sua história é um exemplo da importância de perseguir seus sonhos e viver da melhor forma possível, sem pensar no dia de amanhã: ele saiu de uma cidade pequena e veio trabalhar na mesma empresa em que eu trabalho atualmente (aliás, eu fui um dos responsáveis por contratá-lo), porque era o que ele mais queria na vida. Deu palestras motivacionais para alguns funcionários, que se lembram dele até hoje! Nunca permitiu que sua condição fosse um empecilho pra fazer seu trabalho, tanto é que quando ele faleceu, em 2011, algumas pessoas que o conheciam apenas por telefone (trabalhamos com pessoas localizadas em vários países) ficaram perplexas por terem descoberto que ele tinha distrofia muscular; ele nunca havia mencionado a doença!

Quando eu penso que eu tive preguiça de ir atrás de alguns objetivos e sonhos lembro dele… e me sinto um imbecil por causa dos obstáculos que eu imponho pra mim mesmo. Ele tinha muito mais obstáculos, inclusive físicos; boa parte de sua vida, a partir dos 7 anos, foi vivida em uma cadeira de rodas e, ainda assim, ele realizou muito mais do que, penso eu, ele mesmo imaginava… e, ainda assim, meus “bloqueios” me impedem de ir atrás daquilo que eu quero conquistar. Meu cérebro é meu principal inimigo; me falta coragem de arriscar certas mudanças na minha vida, ainda que eu tenha consciência de que sou perfeitamente capaz. Mas já estou trabalhando pra mudar isso…

• – • – •

A segunda vez que eu vi a frase do Walt Disney foi hoje, quando descobri a história de Tim Harris. Vamos deixar o próprio Tim, e a família dele, contar essa história:

Não é bacana ver a alegria com que ele vai pro restaurante todos os dias? Mais bacana ainda é saber que ele conseguiu o que mais queria na vida!

E aí vem à cabeça aquela frase-chavão usado pra encerrar histórias de superação: “qual é mesmo a sua desculpa pra não correr atrás de seus objetivos e sonhos?”

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