“Conhece-te a ti mesmo”

Quando eu criei este blog não pensei muito nos rumos que ele tomaria. Ou melhor, até pensei grande e sempre tive a esperança de transformá-lo num livro (ainda não corri atrás disso mas quem sabe, né?), mas acho que eu nunca tive um objetivo muito claro, apesar de sempre dizer que o que eu buscava era justamente a tal “autoajuda sentimental” que dá nome ao blog.

Na verdade acho que quando eu pensei no nome e na proposta deste blog houve algo que eu não considerei: antes de me ajudar eu deveria me conhecer.

(De qualquer forma eu ainda gosto do nome “Autoajuda Sentimental”. Não sei se “Autoconhecimento”  daria certo…)

Não é muito fácil se conhecer, ainda mais quando você nunca parou pra pensar em certas coisas. Por exemplo, sabemos muito bem o que nos tira do sério, mas nem sempre paramos para entender o porquê. E, às vezes, não entender esse porquê é justamente o que nos impede de progredir. Procurar descobrir aquilo que “aperta” alguns de nossos “botões” e, principalmente, por que aperta, é fundamental pra conseguirmos nos conhecer de verdade.

Estava pensando nisso recentemente enquanto dirigia. Eu não tenho paciência com as pessoas no trânsito, assim como todo mundo. Mas, por vezes, tenho a impressão de que eu exagero um pouco e acabo reagindo a certas situações de forma extrema. Aí um dia comecei a pensar por que eu tenho essas reações, e cheguei à conclusão de que é por um misto de”herança comportamental” (em alguns momentos chego a repetir exatamente algumas frases que meu pai falava pros outros enquanto dirigia!) e “senso de justiça” (geralmente eu me revolto quando alguém desrespeita uma lei de trânsito, mesmo que esse desrespeito não me afete diretamente).

Daí eu tenho tentado evitar situações em que isso acontece. Claro que não é fácil, ainda mais com o trânsito caótico de São Paulo. Mas o negócio é prestar atenção no que desencadeia minha resposta a essas situações, respirar fundo e deixar pra lá.

E até que tem funcionado! Ultimamente tenho ficado bem menos estressado no trânsito. Ou seja, tentar entender o porquê de certos comportamentos e, ao mesmo tempo, buscar conhecer a si mesmo, vale a pena.

Claro que o lance do trânsito foi apenas um exemplo — e, às vezes, identificar o porquê de certos padrões comportamentais não é uma tarefa muito simples. Há comportamentos que estão tão enraizados que acabamos tendo uma dificuldade absurda de reconhecê-los como algo que nos afete. É o que acontece, por exemplo, com os acumuladores.

(Eu gosto de assistir ao programa do Discovery Home & Health que mostra os acumuladores…)

É impressionante que, em alguns casos, o acumulador só percebe o problema no outro; “a casa do Fulano está cheia de lixo, mas a minha só tem relíquias”. E nem tente convencê-lo que ambas as casas, na verdade, estão cheias de coisas que deveriam ser descartadas!

E por que comecei a escrever sobre isso? Porque às vezes tenho a impressão de que, apesar do imenso progresso que fiz depois que me separei, eu não me conheço o suficiente ou, pelo menos, tanto quanto gostaria. Mas estou tentando…

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3 Comentários em ““Conhece-te a ti mesmo””


  1. Muito bom, continue o bom trabalho que vem desenvolvendo.

  2. Cláudia Says:

    Olá, meu nome é Cláudia. Estava navegando na internet, buscando um blogger que me ajudasse perante a realidade em que me encontro. Li algumas coisas que você escreveu e gostei principalmente da parte em que você diz que temos que nos conhecer. Isso é muito difícil, quando você passa praticamente um terço de sua vida vivendo em função de outros, lógico que por livre escolha. Mas as vezes a gente só de dá conta de que isso não é bom quando, aquilo que você julgava erroneamente te pertencer some da sua vida. Ainda não me encontrei e não sei por onde começar, sei que sou capaz, sei que tenho que olhar dentro de mim e me achar, me entender.
    Sucesso em sua vida!

    • autoajudasentimental Says:

      Oi Cláudia, obrigado pela visita!
      Me parece que um bom ponto de partida para o seu autoconhecimento seria procurar entender quais as motivações para permitir q sua vida aconteça em função dos outros. Já parou pra pensar nisso?🙂
      Porém, é sempre bom ter em mente q não devemos nos pressionar, ou pelo menos não muito. É importante, sim, começar a se questionar sobre o q te leva a repetir determinados padrões na sua vida, mas não é necessário criar uma obsessão em torno disso. Espero q as dicas ajudem.😉
      Sucesso pra vc tb… e volte sempre!


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