Reconhecimento

Hoje eu fui reconhecido no trabalho. Não foi um aumento de salário (que seria muito bem vindo, aliás) mas foi tão bom quanto — ou talvez tenha sido até melhor.

Sempre gostei de ajudar as pessoas com quem trabalho, até porque eu não acredito muito nesse modelo imbecil em que somente meia dúzia de privilegiados alcança o Olimpo da empresa, o ponto mais alto da cadeia alimentar corporativa. Sei que é utopia, mas eu acredito no trabalho em equipe e em conquistas compartilhadas por essa mesma equipe.

Uma vez eu passei a liderar uma equipe com a qual trabalhei lado a lado; num dia eu tinha a mesma função dos meus colegas e, no dia seguinte, virei o “comandante” deles. A primeira coisa que eu fiz foi chamá-los pra uma reunião e avisá-los de que, na medida do possível, eu os ajudaria a subir, comigo, os degraus da hierarquia de nosso departamento. E foi o que eu tentei fazer enquanto trabalhei com eles. Alguns tomaram outros rumos, outros continuam na mesma empresa, mas de qualquer forma fico satisfeito por saber que eu tive alguma participação, ainda que pequena, em seu sucesso.

E foi justamente esse reconhecimento que eu recebi hoje: duas pessoas que trabalham comigo receberam uma promoção e me agradeceram por ter sido seu mentor. Isso na frente de umas 50 pessoas!

É muito gratificante quando alguém se lembra das coisas boas que você fez. Ou quando alguém recorre a você pra per perguntar algo muito específico. Outro dia, mesmo, um cara com quem eu não conversava há décadas veio puxar assunto pra perguntar algo sobre a empresa onde eu trabalho. Normalmente isso me irrita, pois dá a impressão de que eu só sou lembrado quando precisam de mim. Só que nesse caso eu fiquei feliz por saber que ele só entrou em contato comigo porque ele sabia que eu responderia! No fim das contas, o que realmente faz a diferença é a forma como você interpreta as coisas…

Só que tem outra forma de reconhecimento que, apesar de ter uma carga negativa, não deixa de ser bacana.

Recentemente fiquei sabendo que uma pessoa que me difamou publicamente no passado (e com quem eu, obviamente, cortei relações) remói até hoje toda essa situação! Quando tomei conhecimento disso fiquei meio chateado, afinal já passou tanto tempo e a pessoa não consegue simplesmente deixar isso pra lá… mas depois pensei melhor e cheguei à conclusão de que isso também é uma forma de reconhecimento: em algum momento da vida dessa pessoa eu fui importante (ou relevante, talvez) pra ela, e hoje ela não se conforma em ter perdido a amizade de um cara tão bacana.

Obrigado por, mesmo querendo me agredir, continuar jogando confete!

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