Mais sobre o fim

Tem um verso naquela música do Paralamas que diz lágrimas por ninguém, só porque é triste o fim.

No fundo, quando os relacionamentos terminam choramos muito mais por causa do fim e de todos seus desdobramentos do que por causa da pessoa com quem terminamos. Há toda aquela questão do ego ferido, é inevitável bater aquele sentimento de que somos losers por não termos conseguido viver felizes para sempre com a pessoa.

Já passou por isso? Está passando agora? Pode parar então!

Os relacionamentos terminam porque não eram pra serem duradouros. Ou, pelo menos, não naquele momento. Talvez a pessoa que terminou não estivesse madura o suficiente pra um relacionamento sério. Talvez, no meio do caminho, a pessoa tenha percebido que gostaria de ter curtido mais a vida antes de se envolver com alguém. Ou talvez a pessoa tenha se envolvido por oportunidade ou “falta de opção”, por achar que ninguém mais vai querê-la além daquela pessoa.

Mas, mesmo tendo ciência de tudo isso, não deixamos de sofrer. Na nossa cabeça qualquer argumento explica, mas não justifica, o ato. É difícil de nos conformarmos com o fim — arrisco dizer que é tão ruim para a parte que decidiu “pular fora” quanto para quem foi “banido” do relacionamento. Não existe um lado que sofre mais; os dois sofrem igualmente.

E o que pode ser feito pra evitar ou, ao menos, minimizar o sofrimento? Eu acredito que isso é algo que vem com a maturidade. Você tem que quebrar a cara uma, duas, três vezes… até perceber que o fim de um relacionamento não é sentença de morte, e que saímos fortalecidos dessa situação.

• – • – •

Voltei a “filosofar” sobre o porquê de os relacionamentos terminarem. Não que eu esteja em crise; ao contrário, nunca estive tão feliz em um relacionamento! Mas continuo tentando descobrir uma forma de sofrermos menos com o fim. Maturidade ajuda, e muito. Ter passado pela situação outras vezes também; a pessoa vai se “dessensibilizando” e aprende a aceitar melhor. Apegar-se menos é uma opção? Talvez, mas como garantir que você não vai se apegar o suficiente? Como ter controle sobre essas coisas?

• – • – •

Ou talvez deveríamos nos perguntar por que deveríamos ter controle. Os sentimentos simplesmente surgem.

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