Iracema

Adoniran Barbosa compôs Iracema depois de ter lido no jornal a notícia de uma mulher que havia morrido atropelada. Pelo menos é o que diz a história oficial.

Há uma outra história que diz que Iracema era uma mulher por quem Adoniran era apaixonado, mas que não dava atenção a ele. Até que um dia ele cansa dela e decide “matá-la”, criando a história do atropelamento na Avenida São João. Pode ser até verdade, já que ao menos um verso da música dá a impressão de que ele queria, realmente, se esquecer dela (“De lembranças guardo somente suas meias e seus sapatos / Iracema, eu perdi o seu retrato”).

Assim devemos fazer com algumas pessoas, lugares e acontecimentos de nossa vida: o melhor é esquecê-los, condená-los à “morte” em nossos pensamentos. E seguir em frente. De que adianta se prender ao passado, ficar remoendo o que não pode ser mudado? Vamos dar um enterro digno às nossas Iracemas e viver nossas vidas!

• – • – •

Acabei de ver 500 Dias com Ela. Achei um filme bacaninha, sobretudo por mostrar que o fim de um relacionamento não é a pior coisa que pode acontecer na nossa vida, e que as coisas não acontecem exatamente da forma como pensamos.

Às vezes acreditamos que encontramos a pessoa certa, aquela pessoa que foi feita pra viver ao nosso lado pro resto da vida… e, no fim, não existe isso de “pessoa certa”; existem, sim, pessoas com quem você tem mais afinidades, pessoas que você quer ter por perto o tempo todo, pessoas dispostas a construir um relacionamento com você.

E, se um dia aquela pessoa especial escolher seguir outro caminho, não é porque “não era pra ser”, e não é um indicativo de que você nunca mais vai encontrar alguém igual. As coisas simplesmente acontecem. Mas, mais importante, elas abrem novas oportunidades.

Só que quem faz essas oportunidades é você. Lembre-se sempre disso!

• – • – •

Sei que estou me contradizendo. Já disse, antes, que havia voltado a acreditar em “alma gêmea”. Mas não sei, acho que não existe uma única pessoa que pode te fazer feliz — e que seja feliz com você também. E não, esta não é a visão de alguém que está decepcionado com o amor; ao contrário, nunca o senti tão vivo como agora. É, simplesmente, a visão de alguém que aprendeu a viver com os pés no chão.

E alguém que teve a sorte de encontrar, entre tantas pessoas no mundo, uma daquelas que tornam seu mundo melhor.

When stars collide, like you and I,
No shadows block the sun… 

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2 Comentários em “Iracema”

  1. Rachel Says:

    Como faz barulhinho de palminhas??? rs
    Plaf, plaf, plaf…
    Vou assistir esse filme que vc mencionou.
    Jason anda dando sinais e eu tbm quero meus pezinhos bem firmes no chão. Chão de quem sabe que fundo de poço tem mola e de quem, agora sim, sabe o que quer.
    Boa semana, my friend!!!


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