Meias verdades

Não assisto ao BBB. No começo eu até achava graça, mas aí enjoei; porém, houve uma época em que eu era meio que forçado a assistir pois outrem (depois eu conto a história desse termo) não perdia um episódio, só tínhamos uma televisão em casa etc. Mas acho que a fórmula do programa já deu o que tinha que dar. Devemos levar em conta, contudo, que a audiência deve ser expressiva, do contrário não estaria na décima segunda edição.

Hoje tomei conhecimento de algo que aconteceu na edição mais recente. Ao que tudo indica, uma moça foi violentada após uma bebedeira considerável. Não estou nem um pouco afim de questionar se houve o tal estupro ou não; isso não me interessa e acredito que cabe à polícia apurar o que aconteceu. Mas vou aproveitar o ocorrido pra falar sobre como uma história pode ser distorcida pra favorecer uma pessoa ou entidade.

Um dos textos mais interessantes sobre o assunto veio do blog de uma ex-BBB, Morango (desconhecida por mim até hoje por eu não ter o hábito de acompanhar o programa, vale ressaltar), em que ela menciona que o programa exibido todas as noites não dá ao menos uma dica sobre o possível crime ou não, e que apenas os assinantes do pay-per-view tomaram conhecimento do fato. Ou seja, podemos supor que se o público não tivesse acesso ao pay-per-view, se a informação sobre o que acontece na casa do BBB viesse apenas pelo programa diário, que passa por uma edição cuidadosa para que apenas parte da história seja contada, toda essa polêmica nunca ganharia tamanha relevância.

Isso me fez refletir sobre um monte de histórias mal contadas, uma série de meias verdades que ouvimos por aí. E vocês, também estão pensando nisso?

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O produtor de cinema Robert Evans já disse que “toda história tem três lados: o meu, o seu e a verdade — e ninguém está mentindo”. Não sei se concordo inteiramente. Entendo que as verdades são binárias; ou são, ou não são. Meias verdades não são verdades. Se uma pessoa ignora outros pontos de vista sobre uma mesma história, se ela se baseia em uma única versão pra fazer seu julgamento, a verdade que ela tem pra si não condiz com a realidade dos fatos.

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Ao longo de 2011, acabei perdendo algumas pessoas por quem tinha alguma consideração por uma história mal contada, por elas não procurarem ouvir minha versão dessa história. Não posso dizer que lamento pois, como já ouvi por aí, amigo é como dinheiro; hoje temos uma certa quantidade, amanhã poderemos ter mais ou menos mas, principalmente, não teremos necessariamente a mesma quantia e as mesmas “cédulas” pro resto de nossas vidas. Amizades são dinâmicas, transformam-se com o tempo como praticamente tudo na vida. Sendo assim, não senti tanto quanto eu poderia (ou, talvez, quanto eu deveria) pelos “amigos” que perdi no ano passado.

A única coisa que realmente me aborrece é ser rotulado de algo que não sou de forma totalmente injusta. Mas eu confio bastante na consciência de cada um. A minha, por sinal, está bem tranquila e convicta da verdade.

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One Comment em “Meias verdades”

  1. Isabel Says:

    Só comentando o caso do BBB: polícia foi na casa agora à tarde conversar com Monique e fazer exame de corpo de delito e tals…


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