Jabuticaba

Um dia, por insistência da minha ex, experimentei jabuticaba. Nunca havia tido vontade de comer na minha vida e, mesmo naquele dia, não estava nem um pouco afim. Mas ela apresentou argumentos que me deixaram sem resposta (tipo, “como é que você pode dizer que não gosta se nunca experimentou?”) e decidi ver que gosto tinha. Não posso dizer que gostei, nem que não gostei. Simplesmente não acrescentou nada à minha vida.

Em outra oportunidade decidi comer jabuticaba de novo pra tirar a prova. Novamente não pude determinar se gostei ou não; entendi, portanto, que não gosto de jabuticaba e ponto.

A mesma coisa acontece com as pessoas e os relacionamentos. Ninguém é obrigado a gostar de você, não importam as circunstâncias. Ninguém precisa se relacionar com você se não tiver vontade, se você não for — no mínimo — agradável àquela pessoa. E não é necessário “experimentar” uma pessoa por mil vezes pra poder perceber que não existe a menor possibilidade de um relacionamento; geralmente dois ou três encontros já são o suficiente. Da mesma forma que eu só precisei comer jabuticaba duas vezes pra saber que não é minha fruta preferida.

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