Limites

Há uma coisa, reconheço, para a qual a experiência de estar casado valeu muito a pena: impor alguns limites que perdi ao me ver sozinho. Eu tinha muito mais disciplina no que diz respeito ao horário de dormir. Ponderava sobre a possibilidade de sair no fim de semana, virar uma noite acordado e tentar repor o sono depois ou simplesmente abdicar de certas experiências em prol de sei lá o quê.

Estar sozinho é ótimo pois podemos fazer o que der na telha. Mas o perigo é justamente esse: exagerar na busca por experiências. Sair numa segunda-fe ira e voltar pra casa às 2 da manhã sabendo que vai ter que acordar dentro de algumas horas. Seguir dieta nenhuma, acordar a hora que quiser no fim de semana, deixar pra limpar a casa e lavar as roupas na próxima semana… e a vida vai caminhando lentamente pra uma bagunça interminável.

Já que não posso mais contar com quem, bem ou mal, impunha alguns limites só me resta defini-los pra mim mesmo — e, principalmente, respeitá-los.

• – • – •

Tive a inspiração pra escrever este post enquanto ouvia Formosa, do Zero:

Mais uma noite sem você, que parece nem ligar
E eu vou dormir prá quê
Se eu estou a fim de me entregar?
Já que eu não posso ter você fecho os olhos
E qualquer corpo passa a ser o seu
Qualquer corpo passa a ser o seu

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