Às vezes eu tenho a impressão de que não vou mais conseguir acreditar em amor. Não me parece que eu voltarei a sentir por alguém aquela necessidade de estar sempre junto, de fazer planos pro fim de semana e pra vida…

Alguns blogs afirmam que estar apaixonado é como viver dentro de uma Matrix (alguém aí não viu o filme?), em que você tem acesso a uma realidade alternativa, boa em alguns aspectos mas totalmente ilusória. E que aprender a não se apaixonar é deixar de ter acesso a essa Matrix, é viver no mundo real — que não é tão bonito assim mas é onde, efetivamente, vivemos, sofremos, morremos.

Em alguns momentos tenho a impressão de que estou tentando sair dessa Matrix mas ao mesmo tempo não quero deixar de ter acesso a algumas características dela. De qualquer forma é possível que a minha dificuldade em manter relacionamentos esteja aí; como eu não acredito que posso me apaixonar novamente não consigo dar às minhas prováveis parceiras aquilo que elas esperam: amor.

Não sei se deixar de acreditar no amor é tão ruim assim. Não acreditar em Papai Noel, Coelhinho da Páscoa e Fada do Dente nos torna menos humanos?

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3 Comentários em “”

  1. Amanda Amorim Says:

    E voltando do passeio com minha cachorra pensei: A minha raiva do (…) é porque depois de tudo, acho q nunca mais vou me apaixonar. E eu não consigo entender como isso parece tão fácil p/ todos. O que é isso de acreditar no amor? Porque eu não acredito mais. Então no meio do passeio, vim construindo minha vida vida: acho q nunca vou amar alguém de verdade, então tb não terei filhos, posso viver com essa idéia. Mas e se eu quiser filhos? Posso adotar. E não tenho preferência por raça ou cor. Depois refiz meu pensamento. Como posso aos 30 anos de idade pensar dessa forma?! Eu sou uma pessoa apaixonada, eu me apaixono pelas coisas, como posso não me apaixonar por alguém?

    Meus gestos, minha linguagem corporal já afasta qualquer ser humano, tudo porquê?: tenho medo. Tudo porque, não faz parte de minha prioridade. “Eu” envio essa mensagem para o universo, eu envio a mensagem que não acredito no amor. Por medo, não de sofrer, mas de me decepcionar. De falhar ou cometer os mesmos erros do passado. De não perceber. De ficar na mão de alguém, cegamente a ponto de não me respeitar. É nesses momentos que lembro da seguinte frase:

    No final das contas, um dia você vai achar não quem você estava procurando, mas quem estava procurando por você!

    E é ai que deleto o pensamento acreditar, pq acredito que mereço outra chance de me apaixonar. Apenas porque mereço, então tento exercitar esse difícil pensamento. rs…

    • autoajudasentimental Says:

      É, pode ser. É um ponto de vista.
      De qualquer forma, que mal há em não acreditar no amor? Quando eu revejo minha vida percebo que na verdade eu nunca amei de verdade. Sempre foi uma ilusão. Foi basicamente como acreditar em Papai Noel — e quando me disseram que ele não existe (espero que nenhuma criança leia isso! hahahah) eu sofri um pouco mas depois me acostumei com a ideia.
      Quando comecei a ter contato com textos que dizem que o amor não existe passei a acreditar que esse sentimento, como várias outras coisas, é uma invenção do ser humano.
      No entanto pode haver quem me pergunte se meu sofrimento quando me separei também foi uma ilusão. Volto a dizer que o que eu tinha pela minha ex era um sentimento de dependência. É como tentar parar de fumar: você pode até ficar um tempo sem cigarro mas em algum momento vai te bater uma vontade repentina e você não vai conseguir se controlar — ou então vai começar a sentir dores, calafrios, tontura… mas se você se segurar e aguentar esse sofrimento vai se livrar do vício.
      Talvez a raiva que você sinta do seu ex não seja bem uma raiva; talvez seja um desespero por saber que você não poderá mais tê-lo, embora de alguma forma você ainda dependa dele. Não seria isso?

  2. Ricardo Says:

    Amor na realidade não existe, não da forma como o imaginamos e fantasiamos, é tudo parte da natureza, estratégia da natureza para perpetuação da espécie. Nós humanos somos iguais qualquer outro animal vivo existente nesse planeta, a única diferença é que temos a capacidade de alterar nosso meio, mas isso também foi uma caracteristica que obtivemos ao longo de anos de evolução que possibilitou a sobrevivência da espécie. No fim tudo está relacionado a isso, sobrevivência da espécie. O que chamamos de amor é somente um ensaio químico que ocorre em nossos cérebros, despertando certas emoções e sentimentos com o único objetivo de perpetuar nossa espécie sobre a Terra, a natureza nos fez assim, nos adaptamos a isso pois certamente essa foi a forma mais efeciente segura para procriação e manutenção da espécie humana.

    Tudo que fazemos é pelo instinto de sobrevivência e continuidade, igual qualquer outra espécie no planeta.

    Não somo melhores nem piores que eles, cada espécie encontrou e se adaptou a sua forma de melhor dar continuidade a sua existencia.

    Os leões por exemplo tem várias femeas, eles tem que ser fortes para defender seu arém e não deixar que outro leão tome seu lugar, com isso garante que indivíduos mais fracos, doentes ou com uma genética ruim gere descendentes de igual valor e ponha em risco a sobrevivência da espécie, da mesma forma que os leões machos que nascem são expulsos do grupo quando atigem certa maturidade, pois acasalando com consanguíneos pode vir a gerar filhotes com defeitos genéticos. Esse foi o meio que os leões se adaptaram para garantir a continuidade da espécie.

    E o nosso meio além da capacidade para alterar o ambiente em que vivemos foi a de nos apaixonar, uma consequencia quimica que ocorre em nosso cerebro quando encontramos uma parceira ou parceiro que julgamos ser um bom progenitor, assim dando continuidade a nossa descendência.


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