“Efeito Borboleta”

A vida é complexa demais. Existem milhares de coisas que precisamos gerenciar pra que ela aconteça da forma mais normal possível e, ainda que consigamos pensar em todas as coisas que podem dar errado e façamos o possível pra evitá-las, sempre tem alguma coisa que escapa de nosso controle.

O mais curioso sobre a vida, e essa é uma verdade difícil de engolir, é que não existem escolhas certas ou erradas. Pra uma decisão qualquer existe uma infinidade de opções, e não há como dizermos qual dessas opções é a correta. Também é impossível prever o resultado de uma escolha que não foi tomada — e geralmente é o que fazemos quando a nossa escolha não funciona como esperávamos, ou seja, ficamos analisando quais seriam as outras opções e imaginando o que aconteceria se as tivéssemos escolhido.

Quando uma pessoa escolhe sair de nossa vida o orgulho nos obriga a dizer que ela tomou a decisão errada. Somos consumidos pelo remorso, pensando como nossa vida e a dela seriam diferentes se ela não tivesse feito aquilo. Mas o fato é que não podemos mudar o passado, e especular sobre o que poderia ter sido não leva a nada. Tem uma frase ótima que eu ouvi o Rubens Barrichello falando uma vez: “se minha mãe tivesse bigode,eu teria dois pais”. E é bem isso! De que adianta imaginarmos o desdobramento de acontecimentos a partir de uma mudança de rumo que nunca poderá ser tomada?

Mas nem por isso, entretanto, devemos nos conformar com nossas decisões. Se agimos de forma a magoar alguém e nos sentimos mal com isso devemos buscar consertar a situação de alguma forma.

• – • – •

Quando eu assisti a “Efeito Borboleta” uma das coisas que pensei sobre o enredo foi justamente isso: qualquer decisão que o personagem principal tomava ao voltar ao passado trazia consequências positivas e negativas pra ele no futuro. Ou seja, não se pode dizer que ele fez uma escolha certa — ele simplesmente optou pela realidade que julgou mais adequada. Mas se ele tivesse se limitado a escolher qualquer outra realidade sem se importar muito com as consequências pras outras pessoas — ou, ainda, se ele não tivesse o poder de voltar no tempo pra mudar seu destino — ele nunca saberia o desdobramento das outras opções que ele teve.

Então é isso. Ficam três lições pra todos nós:

• Não julgar as decisões que outras pessoas tomam como “certas” ou “erradas”, já que estas não existem — existem, sim, decisões mais apropriadas pra determinado momento;
• Não especular sobre que rumo nossa vida teria tomado se tivéssemos optado por A em vez de B, já que isso é perda de tempo — NUNCA saberemos quais seriam os desdobramentos de outras escolhas que poderíamos ter feito; e
• Ao ser afetado por decisões tomadas por outrem, não lamentar e sim buscar compreender quais foram os motivos que levaram a pessoa a tomar aquela decisão (essa talvez seja a lição mais difícil a ser posta em prática, mas é a que nos traz os melhores resultados).

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2 Comentários em ““Efeito Borboleta””

  1. Be Says:

    É total verdade! As decisões são tomadas de um impulso no momento que julgamos adequada a escolha. É impossível acertar 100% ou errar 100%, afinal toda escoha é um lição, as vezes mais, outras menos dolorosa.
    O que disse é verdade, não adianta perder tempo imaginando como seria a vida se outras escolhas tivessem sido feitas, afinal você deixa de encarar a realidade e planejar o futuro para viver de um passado que não mudará.

    • autoajudasentimental Says:

      Pior que é tão difícil deixar de imaginar como seria a vida se outras escolhas tivessem sido feitas, né? ahhahahha
      Mesmo consciente de que é perda de tempo às vezes me pego fazendo isso. Mas estou me policiando.

      Valeu pelo comentário, Be!

      Beijão!😉


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