Filhos?

Dia desses eu estava relendo alguns posts e percebi que houve momentos em que eu repeti alguns assuntos. Talvez porque em alguns momentos eu escrevo o que estou sentindo no momento — e às vezes os sentimentos meio que se repetem. Não vejo, porém, que estou me tornando um cara chato e repetitivo. Se eu estiver, caros leitores, por favor me avisem!

(Precisei mencionar essa repetição de ideias pra poder começar a falar de um assunto que eu não me lembro de ter abordado aqui — se eu já tiver abordado e estiver sendo repetitivo por favor me desculpem. Enfim… deixemos de ser prolixos e vamos direto ao assunto!)

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Uma vez eu fui a uma numeróloga. Tenho sentimentos mistos sobre esse tipo de coisa; por um lado respeito e até me sinto um pouco tentado a acreditar em algumas coisas, por outro fico naquela coisa meio São Tomé (“ver pra crer”), ou seja, vou atrás de evidências que possam provar que a coisa é real.

Tá, mas aí eu fui à numeróloga. E ela disse tanta coisa legal que eu me senti o cara mais especial do mundo! Não me lembro dos detalhes e acabei perdendo o material que ela me entregou (uma espécie de apostila com o resumo do estudo que ela fez e uma gravação, em fita cassete, da sessão em que ela falou esse monte de coisas legais), mas teve uma parte específica que me chamou a atenção — e, se na hora me deixou intrigado, hoje me faz perceber demonstrações práticas do dia a dia que comprovam a exatidão de suas previsões: ela me disse pra não ficar preocupado ou frustrado caso eu não viesse a ter filhos, mas que eu teria muitos “filhos”.

Eu me importo muito com as pessoas Costumo dizer que eu tenho alma de mafioso: ajude-me e você poderá contar comigo sempre que precisar pois terei uma dívida de gratidão contigo; pise na bola comigo e passe a contar com minha má vontade. Zelo muito pelas pessoas de que gosto, e por vezes sou capaz até de compartilhar seus sentimentos — de ficar verdadeiramente feliz ao ver meus amigos e parentes felizes ou de sentir a mais profunda compaixão ao ver o sofrimento de uma pessoa que estimo. E aí a afirmação da numeróloga faz um certo sentido: imagino que um pai tenha exatamente esse sentimento por seus filhos — zelo, carinho…

Em todo caso, pra garantir ao menos uma evidência de que você realmente consegue saber seu futuro através da numerologia e pra poder atestar a credibilidade da numeróloga posteriormente, pretendo doar meu esperma. Aí com certeza terei muitos filhos por aí, e a afirmação dela fará total sentido!

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Aí vem a pergunta: pra que eu vou querer amar uma única pessoa se tenho a possibilidade de amar todos meus  parentes e amigos? Por que contar com a possibilidade de receber apoio apenas dessa pessoa quando tenho a certeza de que haverá outras prontas para me ajudar? Não estou dizendo que renunciei completamente a esse amor que todos nós esperamos, porém gosto da ideia de, pelo menos por ora, não precisar me dedicar a uma única pessoa especial. Amo meus amigos e todos eles são igualmente especiais pra mim, e isso me basta no momento. Tenho muita vontade de ter filhos como já mencionei antes, mas por enquanto estou feliz por poder cuidar dos meus “filhos”.

E o preço da minha liberdade momentânea acaba de ficar um pouco mais alto.

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