Azedume

Publicado 14/02/2018 por autoajudasentimental
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Às vezes me pego pensando na dinâmica da comida que estraga dentro da geladeira, principalmente quando começa a embolorar. Se a comida foi fervida antes de ser guardada e se o recipiente estava limpo, de onde vieram as bactérias e fungos que causaram sua degradação? Se eu estivesse na Idade Média, provavelmente acreditaria em geração espontânea, mas hoje em dia se sabe que isso não é possível.

Daí vem a conclusão óbvia: ainda que o recipiente estivesse limpo, ainda que o cozimento tivesse matado todos os microrganismos, alguns deles sobreviveram ou deram um jeito de se misturar à comida. E, obviamente, eles não foram e nem poderiam ser vistos. Basta uma porção microscópica de algo (uma gotinha de saliva, por exemplo) pra desencadear todo o processo de decomposição.

É incrível como isso acontece, também, na nossa vida!

Tudo vai bem naquele emprego novo que você tanto queria, ou no seu relacionamento, ou na escola, até aparecer algo ou alguém que te faça “perder o tesão”.

Consigo identificar, em algumas situações da minha vida, o ponto de início do azedume.

Bastou uma professora da quarta série pra eu perceber que estudar era uma perda de tempo (vejam bem, estou falando de estudar, e não de aprender. Há uma diferença!).

Bastou uma pessoa, com sua crença seletiva (“a minha religião e o meu arrependimento sincero no meu último suspiro me salvarão do inferno, mas você não terá salvação enquanto a sua religião não for igual a minha”), pra eu pegar birra eterna de qualquer religião ou crença — tirando o Feng Shui; nele eu acredito porque sou testemunha de um milagre atribuído a ele!

Bastou uma pessoa imbecil num emprego quase perfeito (só o salário que podia ser um pouquinho melhor) pra eu querer sair de lá o quanto antes.

É possível reverter essa situação, uma vez que você seja contaminado pelo azedume? Eu acredito que sim, mas não é algo fácil. E, invariavelmente, vai passar por algum confronto.

Se bem que, em alguns casos, talvez seja melhor deixar como está. Eu me sinto uma pessoa muito melhor depois que me libertei da religião. Provavelmente eu não teria mudado de emprego se não tivesse conhecido algumas pessoas que me levaram a fazê-lo. Imagino que eu teria uma vida muito diferente da que tenho hoje se tivesse ficado preso ao modelo de estudos ensinado nas escolas, em que o importante é repetir o que se aprende sem questionar e sem procurar entender as diferentes visões.

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Eu procuro deixar um impacto positivo nas pessoas com quem convivo. É claro que nem todo mundo gosta de mim e, com o tempo, aprendi a não sofrer mais com isso. Mas gosto de acreditar que fui capaz de deixar boas lembranças pra maioria das pessoas que já passaram na minha vida e tiveram algum nível de importância. Deve ser muito triste guardar bons sentimentos por alguém e saber que aquela pessoa só consegue pensar no que você deixou de ruim pra ela…

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Metamorfose – ou as várias vezes em que morremos

Publicado 06/02/2018 por autoajudasentimental
Categorias: Uncategorized

De uns tempos pra cá, tenho imaginado a morte como uma passagem pra uma “frequência” ou uma “realidade” diferente, na qual você continua vivendo enquanto outras pessoas deixam de existir. Já me disseram que os espíritas acreditam em algo parecido, mas eu imagino a minha definição de morte como algo que possa ter embasamento na ciência — por exemplo, na física quântica. Na verdade, recentemente um cientista divulgou sua teoria sobre a morte e ela tem certa semelhança com a minha teoria, então não estou sozinho — e, aparentemente, nem sou tão louco quanto pensava…

Pensar dessa forma na morte faz com que eu questione se eu já “morri” em alguma realidade paralela. Passamos por várias situações de perigo durante nossas vidas, algumas das quais teria sido impossível escapar com vida. Sempre me lembro de uma vez em que, durante uma viagem em família, meu pai conseguiu nos salvar de uma colisão frontal em cima de uma ponte; o reflexo dele fez com que ele freasse um Landau lotado (7 pessoas mais bagagem), permitindo que um Corcel no sentido oposto terminasse uma ultrapassagem ilegal e passasse a poucos centímetros da frente do nosso carro. Ficamos em silêncio até chegarmos a um acostamento, e até hoje minha mãe acredita que morremos naquele dia, naquela ponte.

Depois disso, tive outros momentos de “talvez morte”, e me pergunto o porquê de ter saído ileso. Será que, em alguma das possíveis realidades, eu morri e, na verdade, as experiências que tenho tido desde então fazem parte de uma realidade em que, por sorte ou milagre, continuei vivo?

Essa é apenas uma faceta das muitas “mortes” pelas quais posso ter passado ou não. Mas e aquelas “mortes” que nos fazem desabrochar pra uma nova vida?

Na vida, passamos por vários momentos de transformação irreversível, e fica o sentimento de que “renascemos” como alguém totalmente diferente. Meu divórcio, motivo pelo qual criei este blog, foi um desses momentos pra mim; minha mudança recente pra outro país foi outro. Mesmo que, um dia, eu volte pra vida que eu tinha antes (o que acho muito pouco provável, mas nunca sabemos o que o futuro reserva…), não serei a mesma pessoa. Muita coisa aconteceu nesses quase dez anos, e minha mente se abriu tal como as asas de uma borboleta que tem a consciência de que nunca mais poderá ser lagarta.

(Falar em borboleta saindo do casulo é meio clichê, eu sei, mas não consigo ver comparação melhor…)

Queimando pontes

Publicado 02/02/2018 por autoajudasentimental
Categorias: Uncategorized

Em inglês, há a expressão burning bridges, que se assemelha a “fechar portas” em nosso idioma. O que me encanta nessa expressão, porém, é a carga dramática contida: queimar pontes é muito mais impactante do que, simplesmente, fechar uma porta.

E, ultimamente, quando penso em romper com alguns relacionamentos, penso justamente em fazê-lo à moda inglesa, com todo o calor e o poder destrutivo de um incêndio.

Estando longe de todos meus amigos e familiares, comecei a perceber que talvez eu não seja tão importante pra algumas pessoas quanto eu imaginava. Então, por que manter um mínimo de contato com elas? O “mínimo de contato”, nesse caso, seria tê-las na lista de amigos nas redes sociais, vale esclarecer.

Contei pra minha esposa sobre minha vontade de me desfazer de algumas amizades e ela, muito mais sensata do que eu, disse que é melhor preservar certas pontes, mesmo que não nos levem a lugar algum, pois nunca sabemos o dia de amanhã. É o que tenho feito mas, que às vezes dá vontade de sair botando fogo em tudo, isso dá!

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É engraçado como temos a necessidade de imaginar que as pessoas não podem ser felizes sem que estejamos por perto.

(Ou sei lá, eu tenho essa necessidade, pelo menos.)

Talvez eu ainda precise amadurecer e entender que ninguém depende, ou não deveria depender, de mim pra ser feliz. As pessoas encontrarão sua felicidade, estando eu na vida delas ou não. E esse é mais um motivo, talvez, pra eu cortar relações com algumas delas, ainda mais se já não faz sentido manter qualquer relacionamento com elas e, principalmente, se elas também já não fazem muita questão de manter contato.

Eu já percebi que é melhor viver com o mínimo possível: você não precisa de todas as roupas e de todos os badulaques que tem, se parar pra pensar. Então, pra que manter a ilusão de que você tem milhares de amigos se você não pode contar com metade deles quando precisar?

Sem retrospectiva

Publicado 16/01/2018 por autoajudasentimental
Categorias: Uncategorized

Não vou fazer retrospectiva este ano. Limito-me a parafrasear Tom Jobim e dizer que 2017 foi uma merda, mas foi bom. Tenho certeza, porém, que 2018 será um ano muito melhor. E que venham os próximos desafios!

Deus e a luminária

Publicado 07/03/2017 por autoajudasentimental
Categorias: Analogias e metáforas, Grandes Lições

Andei relendo alguns posts do blog e acabei caindo naquele em que falo sobre a luminária do banheiro da casa da minha irmã, que ficou inativa por 13 anos pois meu ex-cunhado havia dito que ela não funcionava — e ninguém testou pra ver se era verdade…

Como estou lendo Deus, um Delírio, achei inevitável traçar um paralelo com essa história. Não quero convencer ninguém sobre a existência ou não de um Deus, apesar de eu me considerar um ateu de facto de acordo com uma escala mencionada no próprio livro: não tenho certeza absoluta, mas as evidências existentes me levam a crer muito mais na inexistência do que na existência de Deus. O paralelo que eu estou traçando é, muito mais, no sentido de mostrar como, às vezes, tudo o que precisamos é testar algumas lâmpadas pra conseguirmos envergar melhor nosso caminho. Meu Deus (perdoem o uso do nome de Deus como uma mera força de expressão), que analogia incrivelmente perfeita!

O fato é que tendemos a acreditar que algo não funciona, ou sempre funcionou de determinada forma, porque alguém disse. Não nos preocupamos em testar, em tentar fazer a coisa funcionar de um jeito diferente. E, por isso, acabamos perdendo um tempo precioso crendo em algo que não é verdade!

Tem esse vídeo da Björk explicando como a televisão funciona. Como sempre digo, a Björk deveria ser usada como referência para o ponto mais alto da inteligência humana — um ponto tão alto que só ela consegue compreender certas coisas que ela diz, ou faz, ou cria.

(Só pra constar, coloco o Arnaldo Antunes na mesma categoria de pessoas cuja inteligência está muito além da compreensão do ser humano mediano. Mas quem sou eu pra teorizar sobre esse tipo de coisa?)

Enfim… este é o vídeo:

O vídeo pode parecer meio bizarro num primeiro momento (OK, é bem bizarro!) mas, se analisarmos com um pouco de atenção, percebemos que ela diz algo muito importante: você só encontra a verdade sobre algo quando passa a entendê-lo melhor, quando consegue formar uma opinião com base nos fatos em vez de se basear apenas em crenças ou teorias. Ela comenta que um poeta disse a ela que a TV hipnotiza as pessoas pois ela projeta milhões de minúsculas imagens num único quadro e, durante muito tempo, ela acreditou nisso tão fortemente que ficava com dor de cabeça sempre que assistia. É incrível como a nossa mente cria manifestações físicas a partir de algo em que cremos!

Mas, aí, ela diz que leu um livro (esse vídeo é de uma época em que não havia internet ou, pelo menos, não havia a internet que conhecemos) que explicava o funcionamento da televisão e, baseada nos fatos apresentados, percebeu que não havia motivos pra temê-la. And that’s the scientifical truth, which is much better. You shouldn’t let poets lie to you.

Sei que, por vezes, é tentador descartar os fatos e se apegar única e exclusivamente na crença, mas a verdade somente se revela sob a luz do conhecimento. Precisamos colocar a lâmpada na luminária pra ver se ela acende. Precisamos ler sobre como as coisas funcionam pra descobrir que não existe “magia”, pra entender que existe uma explicação pra tudo na vida!

Convido os leitores que ainda estão por aí a identificar uma “luminária quebrada” em sua vida; pode até ser sua religião, mas acho melhor começar com algo menos polêmico — por exemplo, a opinião que vocês tem sobre determinada pessoa, marca ou produto. Qual a “luz” que vocês precisam colocar nela pra enxergar a verdade? Quais são os fatos que explicam seu funcionamento? E, principalmente, o que (ou quem) os manteve longe da verdade durante todo esse tempo?

Paciência

Publicado 02/03/2017 por autoajudasentimental
Categorias: Analogias e metáforas, Grandes Lições

Pela primeira vez na vida estou deixando minha barba crescer de verdade. Em partes por causa do frio que está fazendo deste lado do globo (na verdade já disseram que vai ficar pior mas, depois de uma semana em que a temperatura mais alta foi de 18 graus positivos, começo a duvidar um pouco), em partes por pura preguiça, o fato é que já faz uns dois meses que eu tenho me dedicado a cultivar uma barba, um recorde para mim! Acabei optando por deixar rolar mais um pouco, pra ver como eu fico com ela…

(Só pra esclarecer, estou tendo o cuidado de aparar algumas partes da minha barba, então só meu cavanhaque permaneceu intacto nesses últimos meses. Ainda assim, é um recorde!)

O engraçado é que até mesmo uma coisa boba como essa nos faz pensar na vida e sua dinâmica curiosa.

Eu nunca tive paciência pra deixar minha barba crescer. Depois da terceira semana eu ficava com coceira, e algumas falhas me incomodavam e me faziam acreditar que eu nunca teria uma barba bonita.

(Ainda acredito que eu nunca terei uma barba bonita mas, agora, pelo menos estou um pouco mais perto de descobrir.)

Mas enfim… a chave de tudo nessa vida é ter paciência. Tudo acaba se resolvendo, de uma forma ou de outra. É difícil, eu sei, mas precisamos aprender a respirar fundo, confiar que tudo vai dar certo em algum momento e deixar rolar.

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Já faz 5 meses que estamos morando no Canadá, e passamos por tanta coisa que temos a impressão de estarmos aqui há muito mais tempo! E a minha falta de paciência teve um papel fundamental pra desencadear esse sentimento.

Lá pelo segundo mês morando por aqui, comecei a ficar preocupado com a demora pra conseguir um emprego na minha área de atuação; por causa disso, acabei começando a fazer trabalho voluntário e pegando um emprego sazonal numa loja de chocolates. Ter saído totalmente da minha zona de conforto profissional, tendo que falar meu segundo idioma o tempo todo, fez com que a experiência rendesse muito mais do que o “normal”.

Também passamos por alguns apuros por acharmos que as coisas deveriam acontecer mais rápido. Mudamos pra um apartamento infestado de bed bugs, no qual passamos apenas um fim de semana — por sorte conseguimos encontrar outro lugar!

As pessoas que vivem em Toronto, de uma forma geral, contrariam um pouco aquela crença de que o canadense é gentil e paciente; nem sempre é assim, e não é tão ruim quanto possa parecer. Mas o receio de fazer as pessoas perderem a paciência comigo, às vezes, me levam a ser impaciente também, me fazem querer que as coisas aconteçam mais rápido do que deveriam. Mas tenho tentado me controlar um pouco.

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Se, por um lado, tenho o sentimento de ter vivido 40 meses em 4 (parafraseando o slogan do JK), por outro lado tenho a impressão de não ter aproveitado tanto assim. Dezembro passou voando e eu só trabalhei! Mal deu tempo de botar o Netflix em dia, por exemplo… lembrei com frequência daquela piada que diz que a vida é como aquela música da Rihanna: work, work, work na maior parte do tempo, e o resto não dá pra entender. A vida tem sido exatamente assim pra mim desde que cheguei aqui!

Mas, graças a essa correria toda e à minha busca incessante por paciência no meio dela, aprendi a repetir, quase diariamente, dois mantras:

Tudo é um processo. Um mundo onde você vai dormir um reles mortal e acorda bilionário, super heroi ou com alguma outra qualidade extraordinária seria uma maravilha mas, na vida real, não é bem assim. As coisas acontecem aos poucos, e aprender a respeitar o processo que leva a cada realização é importante.

Não precisa ser perfeito. Uma das minhas atividades nessa loja de chocolates onde trabalho envolve varrer e limpar o chão. Nos primeiros dias em que fiz isso, demorei umas duas horas tentando fazer um trabalho impecável; o resultado foi que meus colegas chamaram minha atenção pro fato de que ninguém varre e limpa o chão dessa forma porque não precisa. O importante é procurar fazer um bom trabalho, mas sem aquela neurose da perfeição. Temos, aliás, essa tendência a buscá-la o tempo todo, em partes porque somos doutrinados a identificar os defeitos antes de reconhecer os acertos; porém, por mais que tentemos, nunca atingiremos a perfeição real! Até mesmo algo 100% simétrico vai revelar alguma assimetria, ainda que você precise recorrer a um microscópio pra identificá-la. No fim das contas, a perfeição é ilusória, e apegar-se a ela só serve pra aumentar nossa ansiedade.

Deixar minha barba (ou melhor, meu cavanhaque) crescer é uma lembrança constante disso: toda vez que me olho no espelho, penso que minha barba só vai crescer se eu respeitar o processo que permite o crescimento dela e, num primeiro momento, ela não precisa ser perfeita. Quem diria que uma coisa tão banal poderia ensinar uma lição tão profunda, não?

Suicídio e maturidade

Publicado 27/02/2017 por autoajudasentimental
Categorias: Grandes Lições, Pensamentos

Dia desses vi uma piadinha no Facebook que, de início, achei engraçada: era a imagem de uma espingarda de brinquedo e a legenda “Guitar Hero versão Kurt Cobain” ou algo do tipo. Minha primeira reação foi rir, até ler o comentário de um amigo meu, que achou a piada de péssimo gosto e extremamente desrespeitosa para com os familiares de quem comete suicídio.

Por alguns segundos, me senti péssimo por ter achado graça na piada. Percebi que meu amigo estava certíssimo!

Há quem argumente que “o mundo anda chato demais e não se pode mais fazer piada com nada”, mas o ponto é que as coisas evoluem e, com elas, nossa própria percepção do que é certo ou errado. Houve uma época em que queimar mulheres acusadas de praticar bruxaria era perfeitamente aceitável e, creio eu, nunca mais voltaremos a ela. Da mesma forma, espero, as gerações futuras verão esta época como o início da verdadeira maturidade do pensamento humano, em que começamos a aprender que mesmo a piada mais inocente pode ferir os sentimentos de alguém, e todo o cuidado é pouco.

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Voltei a ler “Deus, um Delírio” recentemente. Fiz questão de trazer pro Canadá o livro que ganhei e nunca terminei de ler. Numa das passagens, Richard Dawkins menciona a importância do pensamento crítico para a conscientização das pessoas, e cita como exemplo o que acontece com algumas palavras da língua inglesa como history; algumas feministas começaram a questionar o porquê de não haver “herstory” e, se você parar pra pensar um pouco, por mais boba que a afirmação pareça num primeiro momento, faz algum sentido! Dawkins, então, diz que uma mudança verdadeira no nosso  mindset só acontece quando temos a mente aberta o suficiente pra nós darmos conta desses gestos aparentemente inofensivos, mas que podem incomodar determinados grupos de nossa sociedade. Ele também aproveita pra dizer que precisamos dessa mudança de mindset pra perceber que é impossível que um Deus exista, mas essa já é outra história… recomendo a leitura!

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Pensando um pouco mais sobre a piada do Guitar Hero, me dei conta do quanto estou amadurecendo. Alguns anos atrás, eu engrossaria o coro dos que acham que o mundo está ficando chato; cheguei, até mesmo, a fazer piadas de gosto duvidoso com o sofrimento alheio. Agora estou ponderando mais sobre a necessidade de tais piadas e, em geral, tenho evitado fazê-las.

(Indo um pouco mais além, acredito que um sinal verdadeiro de maturidade é não ficar se vangloriando de sua própria maturidade. Parece que ainda falta um pouquinho pra eu poder me considerar verdadeiramente maduro…)