Deus e a luminária

Publicado 07/03/2017 por autoajudasentimental
Categorias: Analogias e metáforas, Grandes Lições

Andei relendo alguns posts do blog e acabei caindo naquele em que falo sobre a luminária do banheiro da casa da minha irmã, que ficou inativa por 13 anos pois meu ex-cunhado havia dito que ela não funcionava — e ninguém testou pra ver se era verdade…

Como estou lendo Deus, um Delírio, achei inevitável traçar um paralelo com essa história. Não quero convencer ninguém sobre a existência ou não de um Deus, apesar de eu me considerar um ateu de facto de acordo com uma escala mencionada no próprio livro: não tenho certeza absoluta, mas as evidências existentes me levam a crer muito mais na inexistência do que na existência de Deus. O paralelo que eu estou traçando é, muito mais, no sentido de mostrar como, às vezes, tudo o que precisamos é testar algumas lâmpadas pra conseguirmos envergar melhor nosso caminho. Meu Deus (perdoem o uso do nome de Deus como uma mera força de expressão), que analogia incrivelmente perfeita!

O fato é que tendemos a acreditar que algo não funciona, ou sempre funcionou de determinada forma, porque alguém disse. Não nos preocupamos em testar, em tentar fazer a coisa funcionar de um jeito diferente. E, por isso, acabamos perdendo um tempo precioso crendo em algo que não é verdade!

Tem esse vídeo da Björk explicando como a televisão funciona. Como sempre digo, a Björk deveria ser usada como referência para o ponto mais alto da inteligência humana — um ponto tão alto que só ela consegue compreender certas coisas que ela diz, ou faz, ou cria.

(Só pra constar, coloco o Arnaldo Antunes na mesma categoria de pessoas cuja inteligência está muito além da compreensão do ser humano mediano. Mas quem sou eu pra teorizar sobre esse tipo de coisa?)

Enfim… este é o vídeo:

O vídeo pode parecer meio bizarro num primeiro momento (OK, é bem bizarro!) mas, se analisarmos com um pouco de atenção, percebemos que ela diz algo muito importante: você só encontra a verdade sobre algo quando passa a entendê-lo melhor, quando consegue formar uma opinião com base nos fatos em vez de se basear apenas em crenças ou teorias. Ela comenta que um poeta disse a ela que a TV hipnotiza as pessoas pois ela projeta milhões de minúsculas imagens num único quadro e, durante muito tempo, ela acreditou nisso tão fortemente que ficava com dor de cabeça sempre que assistia. É incrível como a nossa mente cria manifestações físicas a partir de algo em que cremos!

Mas, aí, ela diz que leu um livro (esse vídeo é de uma época em que não havia internet ou, pelo menos, não havia a internet que conhecemos) que explicava o funcionamento da televisão e, baseada nos fatos apresentados, percebeu que não havia motivos pra temê-la. And that’s the scientifical truth, which is much better. You shouldn’t let poets lie to you.

Sei que, por vezes, é tentador descartar os fatos e se apegar única e exclusivamente na crença, mas a verdade somente se revela sob a luz do conhecimento. Precisamos colocar a lâmpada na luminária pra ver se ela acende. Precisamos ler sobre como as coisas funcionam pra descobrir que não existe “magia”, pra entender que existe uma explicação pra tudo na vida!

Convido os leitores que ainda estão por aí a identificar uma “luminária quebrada” em sua vida; pode até ser sua religião, mas acho melhor começar com algo menos polêmico — por exemplo, a opinião que vocês tem sobre determinada pessoa, marca ou produto. Qual a “luz” que vocês precisam colocar nela pra enxergar a verdade? Quais são os fatos que explicam seu funcionamento? E, principalmente, o que (ou quem) os manteve longe da verdade durante todo esse tempo?

Paciência

Publicado 02/03/2017 por autoajudasentimental
Categorias: Analogias e metáforas, Grandes Lições

Pela primeira vez na vida estou deixando minha barba crescer de verdade. Em partes por causa do frio que está fazendo deste lado do hemisfério (na verdade já disseram que vai ficar pior mas, depois de uma semana em que a temperatura mais alta foi de 18 graus positivos, começo a duvidar um pouco), em partes por pura preguiça, o fato é que já faz uns dois meses que eu tenho me dedicado a cultivar uma barba, um recorde para mim! Acabei optando por deixar rolar mais um pouco, pra ver como eu fico com ela…

(Só pra esclarecer, estou tendo o cuidado de aparar algumas partes da minha barba, então só meu cavanhaque permaneceu intacto nesses últimos meses. Ainda assim, é um recorde!)

O engraçado é que até mesmo uma coisa boba como essa nos faz pensar na vida e sua dinâmica curiosa.

Eu nunca tive paciência pra deixar minha barba crescer. Depois da terceira semana eu ficava com coceira, e algumas falhas me incomodavam e me faziam acreditar que eu nunca teria uma barba bonita.

(Ainda acredito que eu nunca terei uma barba bonita mas, agora, pelo menos estou um pouco mais perto de descobrir.)

Mas enfim… a chave de tudo nessa vida é ter paciência. Tudo acaba se resolvendo, de uma forma ou de outra. É difícil, eu sei, mas precisamos aprender a respirar fundo, confiar que tudo vai dar certo em algum momento e deixar rolar.

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Já faz 5 meses que estamos morando no Canadá, e passamos por tanta coisa que temos a impressão de estarmos aqui há muito mais tempo! E a minha falta de paciência teve um papel fundamental pra desencadear esse sentimento.

Lá pelo segundo mês morando por aqui, comecei a ficar preocupado com a demora pra conseguir um emprego na minha área de atuação; por causa disso, acabei começando a fazer trabalho voluntário e pegando um emprego sazonal numa loja de chocolates. Ter saído totalmente da minha zona de conforto profissional, tendo que falar meu segundo idioma o tempo todo, fez com que a experiência rendesse muito mais do que o “normal”.

Também passamos por alguns apuros por acharmos que as coisas deveriam acontecer mais rápido. Mudamos pra um apartamento infestado de bed bugs, no qual passamos apenas um fim de semana — por sorte conseguimos encontrar outro lugar!

As pessoas que vivem em Toronto, de uma forma geral, contrariam um pouco aquela crença de que o canadense é gentil e paciente; nem sempre é assim, e não é tão ruim quanto possa parecer. Mas o receio de fazer as pessoas perderem a paciência comigo, às vezes, me levam a ser impaciente também, me fazem querer que as coisas aconteçam mais rápido do que deveriam. Mas tenho tentado me controlar um pouco.

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Se, por um lado, tenho o sentimento de ter vivido 40 meses em 4 (parafraseando o slogan do JK), por outro lado tenho a impressão de não ter aproveitado tanto assim. Dezembro passou voando e eu só trabalhei! Mal deu tempo de botar o Netflix em dia, por exemplo… lembrei com frequência daquela piada que diz que a vida é como aquela música da Rihanna: work, work, work na maior parte do tempo, e o resto não dá pra entender. A vida tem sido exatamente assim pra mim desde que cheguei aqui!

Mas, graças a essa correria toda e à minha busca incessante por paciência no meio dela, aprendi a repetir, quase diariamente, dois mantras:

Tudo é um processo. Um mundo onde você vai dormir um reles mortal e acorda bilionário, super heroi ou com alguma outra qualidade extraordinária seria uma maravilha mas, na vida real, não é bem assim. As coisas acontecem aos poucos, e aprender a respeitar o processo que leva a cada realização é importante.

Não precisa ser perfeito. Uma das minhas atividades nessa loja de chocolates onde trabalho envolve varrer e limpar o chão. Nos primeiros dias em que fiz isso, demorei umas duas horas tentando fazer um trabalho impecável; o resultado foi que meus colegas chamaram minha atenção pro fato de que ninguém varre e limpa o chão dessa forma porque não precisa. O importante é procurar fazer um bom trabalho, mas sem aquela neurose da perfeição. Temos, aliás, essa tendência a buscá-la o tempo todo, em partes porque somos doutrinados a identificar os defeitos antes de reconhecer os acertos; porém, por mais que tentemos, nunca atingiremos a perfeição real! Até mesmo algo 100% simétrico vai revelar alguma assimetria, ainda que você precise recorrer a um microscópio pra identificá-la. No fim das contas, a perfeição é ilusória, e apegar-se a ela só serve pra aumentar nossa ansiedade.

Deixar minha barba (ou melhor, meu cavanhaque) crescer é uma lembrança constante disso: toda vez que me olho no espelho, penso que minha barba só vai crescer se eu respeitar o processo que permite o crescimento dela e, num primeiro momento, ela não precisa ser perfeita. Quem diria que uma coisa tão banal poderia ensinar uma lição tão profunda, não?

Suicídio e maturidade

Publicado 27/02/2017 por autoajudasentimental
Categorias: Grandes Lições, Pensamentos

Dia desses vi uma piadinha no Facebook que, de início, achei engraçada: era a imagem de uma espingarda de brinquedo e a legenda “Guitar Hero versão Kurt Cobain” ou algo do tipo. Minha primeira reação foi rir, até ler o comentário de um amigo meu, que achou a piada de péssimo gosto e extremamente desrespeitosa para com os familiares de quem comete suicídio.

Por alguns segundos, me senti péssimo por ter achado graça na piada. Percebi que meu amigo estava certíssimo!

Há quem argumente que “o mundo anda chato demais e não se pode mais fazer piada com nada”, mas o ponto é que as coisas evoluem e, com elas, nossa própria percepção do que é certo ou errado. Houve uma época em que queimar mulheres acusadas de praticar bruxaria era perfeitamente aceitável e, creio eu, nunca mais voltaremos a ela. Da mesma forma, espero, as gerações futuras verão esta época como o início da verdadeira maturidade do pensamento humano, em que começamos a aprender que mesmo a piada mais inocente pode ferir os sentimentos de alguém, e todo o cuidado é pouco.

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Voltei a ler “Deus, um Delírio” recentemente. Fiz questão de trazer pro Canadá o livro que ganhei e nunca terminei de ler. Numa das passagens, Richard Dawkins menciona a importância do pensamento crítico para a conscientização das pessoas, e cita como exemplo o que acontece com algumas palavras da língua inglesa como history; algumas feministas começaram a questionar o porquê de não haver “herstory” e, se você parar pra pensar um pouco, por mais boba que a afirmação pareça num primeiro momento, faz algum sentido! Dawkins, então, diz que uma mudança verdadeira no nosso  mindset só acontece quando temos a mente aberta o suficiente pra nós darmos conta desses gestos aparentemente inofensivos, mas que podem incomodar determinados grupos de nossa sociedade. Ele também aproveita pra dizer que precisamos dessa mudança de mindset pra perceber que é impossível que um Deus exista, mas essa já é outra história… recomendo a leitura!

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Pensando um pouco mais sobre a piada do Guitar Hero, me dei conta do quanto estou amadurecendo. Alguns anos atrás, eu engrossaria o coro dos que acham que o mundo está ficando chato; cheguei, até mesmo, a fazer piadas de gosto duvidoso com o sofrimento alheio. Agora estou ponderando mais sobre a necessidade de tais piadas e, em geral, tenho evitado fazê-las.

(Indo um pouco mais além, acredito que um sinal verdadeiro de maturidade é não ficar se vangloriando de sua própria maturidade. Parece que ainda falta um pouquinho pra eu poder me considerar verdadeiramente maduro…)

Desapego (ou das pessoas que saem de nossas vidas)

Publicado 11/01/2017 por autoajudasentimental
Categorias: Uncategorized

Às vezes, num daqueles momentos em que o cérebro decide desenterrar alguns defuntos, me pego pensando em algumas pessoas que não fazem mais parte do meu caminho. Não estou falando da ex, mas de pessoas que considerei como minhas amigas um dia.

Parece que estar em outro país, a milhares de quilômetros de sua “casa”, te leva a pensar em todas as pessoas que você já conheceu, talvez porque você saiba que, dificilmente, você verá algumas delas novamente — a não ser que a vida dê uma de Glória Perez e as coloque no mesmo ônibus que você um dia.

Talvez seja porque você fica com aquela sensação de que, se você já não vai conseguir manter o mesmo grau de proximidade com seus amigos e familiares, que você via com mais frequência, fica impossível imaginar qualquer situação em que você entrará em contato com um conhecido distante. E aí você decide fixar seu pensamento, justamente, no conhecido distante! Tudo bem que é uma fixação passageira mas, ainda assim, tem sido um pouco frequente pra mim.

Em alguns momentos lembro de pessoas que saíram da minha vida de forma, digamos, traumática. E aí a coisa fica divertida, porque parece que o meu cérebro me leva a pensar em coisas do tipo “quais são as possibilidades de essa pessoa me encontrar na rua amanhã?”

E, justamente por isso, tenho me lembrado cada vez menos dessas pessoas. Porque sei que as chances de eu esbarrar com elas em São Paulo já eram pequenas; agora, literalmente do outro lado do mundo, é praticamente impossível que isso aconteça!

Mas, novamente, nunca se sabe quem vai escrever os próximos capítulos de nossas vidas, não é?

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Viver longe de todas as pessoas que você conhece te ensina a desapegar das pessoas que fazem falta (porque o convívio será restrito, por motivos óbvios) e, principalmente, das pessoas que não fazem falta. Isso é ótimo, pois você tem mais espaço na sua cabeça pras coisas que realmente importam!

Retrospectiva 2016

Publicado 07/01/2017 por autoajudasentimental
Categorias: Uncategorized

Pois é, aqui vai mais uma retrospectiva. 2016 foi, pra mim, um ano acima da média! 

O que teve de bom em 2016:

  • Participei de dois projetos incríveis na empresa onde eu trabalhei até setembro, e senti que minha experiência profissional deu um salto enorme! 
  • Mudei de país. Ainda em caráter temporário, mas quem sabe não se torna algo definitivo? Só o tempo dirá. 

O que poderia ter sido melhor? 

  • Em alguns momentos, acabei me deixando levar por sentimentos negativos, principalmente durante os primeiros meses depois da mudança. Eu poderia ter procurado focar no lado positivo das coisas e confiar que tudo vai dar certo no fim…
  • Tive atritos desnecessários com algumas pessoas, mas percebi que o grande problema foi eu não ter procurado entender que o comportamento do outro, às vezes, pode ser influenciado pela cultura sob a qual ele se sujeitou durante boa parte de sua vida e que, no fim das contas, é algo complicado de mudar. 

Lições aprendidas:

  • Precisamos vencer nosso medo e nos forçar pra fora da zona de conforto. Sempre!

Um Feliz 2017 pra todos nós!

Meias experiências

Publicado 08/11/2016 por autoajudasentimental
Categorias: Aleatórios, Grandes Lições, Pensamentos

Passei o carnaval deste ano em Curitiba por causa do trabalho, e minha esposa acabou indo pra lá, pra podemos aproveitar o fim de semana juntos. Na segunda-feira estávamos jantando no restaurante do hotel e notamos um casal de franceses na mesa ao lado. Começamos a divagar sobre o porquê de alguém decidir ir pra Curitiba no carnaval (claro, sem ser a trabalho), sendo que o carnaval de lá é bem mais tranquilo do que o de outras capitais.

Em algum momento falei, brincando, que eles deviam estar com medo de cair no carnaval hardcore, e que era o mesmo que ir a um show de rock e ficar no camarote por medo de cair num mosh pit.

E aí fiquei pensando nas “meias experiências”.

Às vezes não conseguimos aproveitar totalmente uma experiência por medo do desconhecido, ou por algum outro bloqueio. Não conseguimos mergulhar de cabeça em algo sem antes encostar o dedão do pé pra testar a temperatura — e, ainda assim, depois de testá-lá, chegamos à conclusão de que o melhor, mesmo, é ficar na borda da piscina.

Não me considero apto a criticar o casal, caso eles realmente tenham escolhido viver a meia experiência do carnaval; eu mesmo tenho minhas meias experiências — por exemplo, evito ao máximo as montanhas-russas de parques de diversões, e também prefiro ficar longe da bagunça dos shows de rock. Não consigo me jogar totalmente na culinária de uma localidade que estou visitando sem saber muito bem quais ingredientes são utilizados (a não ser quando vou com a cara do prato assim que vejo uma foto, o que às vezes me causa um certo arrependimento — um dia eu tenho que contar as histórias de alguns pratos super apimentados que já experimentei!) e, às vezes, troco a possibilidade de conhecer um ponto turístico pelo conforto de um quarto de hotel.

Em compensação, tenho curiosidade por locais que saiam do roteiro turístico. Isso foi algo que aprendi com minha esposa, pois ela também tem esse interesse. Graças a ela, descobri como é divertido encontrar aquele restaurante incrustado no meio de um bairro chinês, ou descobrir uma praia praticamente livre de turistas!

Ainda assim, sei que é difícil ficar livre do conforto de uma meia experiência. O que fazer, então?

O negócio é procurar dar mais ouvidos ao seu impulso do que à sua consciência. Sabe aquela voz interior que te diz, às vezes, pra você “apertar a tecla F”? Então… é o seu impulso te dando a oportunidade de escolher ter uma experiência completa, sem medo de ser feliz! Dê uma chance à sua voz interior de vez em quando, e você terá, no mínimo, várias histórias interessantes pra contar.

Universo

Publicado 08/11/2016 por autoajudasentimental
Categorias: Aleatórios, Pensamentos

Já falei que eu não acredito mais em Deus, né?

Pra não ser tão radical, digamos que eu preferi ficar “em cima do muro”: não creio nem”descreio” totalmente mas, por via das dúvidas, estabeleci que não vou mais dar trabalho pra ele pedindo ajuda. E não vou me preocupar com a possibilidade de ser julgado e ir pro inferno. Até porque, dizem, as pessoas que vão pro inferno por serem ateias são muito mais legais dos que as que vão pro céu…

Estabeleci, também, que o que as pessoas chamam de Deus, vou passar a chamar de Universo. Pode até ser outro nome pra mesma coisa, mas pelo menos ninguém imagina o Universo como um senhor de barba branca, o que tira um pouco essa necessidade de personificar uma força da natureza.

O fato é que, crendo ou não, o Universo parece querer me mostrar certas coisas às vezes.

Sabe quando você se mete numa roubada sem tamanho e não sabe como sair? Já passei por algumas situações assim (uma delas foi bem recente, por sinal; contarei mais abaixo) e, de repente, aparece uma solução do nada, aos 45 minutos do segundo tempo!

Sem falar nas vezes em que eu desejei algo com todas as minhas forças e acabei conseguindo! Aconteceu com meus dois últimos empregos, e aconteceu com o processo de aquisição do visto para eu poder mudar de país: chegou um momento em que a coisa ficou meio “enroscada” e, de repente, tudo se resolveu.

A história mais recente foi um pequeno pesadelo pelo qual passamos…

Alugarmos um apartamento, depois de quase dois meses de procura e algumas negativas (o processo de aluguel por aqui é meio chato). Bastou colocarmos os pés no apartamento pra descobrir que ele estava infestado de percevejos! Nós já sabíamos que esse é um problema comum em alguns países do hemisfério norte, mas nunca pensamos que pudesse ser tão assustador! Passamos dois dias praticamente sem dormir, num clima digno de Resident Evil ou The Walking Dead… e estávamos fadados a ter que passar outras noites mal dormidas por lá, já que seria impossível alugar outro apartamento tão rápido. E os percevejos eram só um dos vários problemas do apartamento e do prédio como um todo…

O desespero de não saber o que fazer (e de não saber pra quem pedir ajuda) foi tão grande que minha esposa e eu decidimos sair de casa no meio da noite pra dar uma volta, pra tentar pensar numa solução. Até que minha esposa teve a ideia de entrar em contato com o dono da casa onde tínhamos ficado, via Airbnb, antes de irmos pro apartamento. Ele nos acolheu de volta no dia seguinte, e nós conseguimos rescindir o contrato de aluguel. Foi o que nos salvou!
É claro que, nesse caso, foi tudo uma questão de esfriar a cabeça pra poder chegar numa solução, mas e se foi o Universo nos dizendo pra não ir morar naquele lugar? Quem garante que não foi?

Por via das dúvidas, agradeço ao Universo pela ajuda.