O próximo passo

Posted 24/01/2010 by autoajudasentimental
Categories: Pensamentos

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Por vezes me sinto apaixonado por uma mulher com quem não converso muito, portanto não conheço tão bem assim – na verdade começamos a nos aproximar aos poucos de uns tempos pra cá. Engraçado como as oportunidades aparecem de repente, quando nossas vidas estão realmente simples e não estamos esperando qualquer mudança. Talvez a origem do meu medo de dar o próximo passo esteja aí: por que eu vou querer mudar o estilo de vida que levo agora? Qual o sentido em sair dessa zona de conforto?

Um amigo que teve que tomar uma decisão profissional importante recentemente me disse que estava se sentindo como se tivesse que sair debaixo das cobertas num dia frio. Acho que esse é meu sentimento também; sei que se eu sair debaixo das cobertas, se eu disser a ela o que sinto, tudo vai mudar.

Tenho prometido a mim mesmo prestar atenção sempre que estiver acomodado com determinada situação eu faria o possível pra mudá-la, pra não entrar numa zona de conforto. Porém, ao que me parece, no que diz respeito a relacionamentos amorosos isso ainda é impossível. Talvez eu não esteja totalmente “curado”, ou talvez eu apenas tenha passado tempo demais sozinho e não queira abrir mão da liberdade que conquistei.

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Liguei pra ela hoje. Havia pensado em chamá-la pra sair, bater um papo face to face, porém perdi totalmente a inspiração assim que ela atendeu. Por que será que meus sentimentos estão tão voláteis ultimamente?

Princípios

Posted 13/01/2010 by autoajudasentimental
Categories: Pensamentos

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Num dos posts mais populares deste blog, Traição, ética e darwinismo, falei sobre a possibilidade de aprender a me tornar um cafajeste. O universo conspirava pra que eu visse essa decisão como a mais certa: ora, os cafajestes estão sempre acompanhados, ou seja, a estratégia deles realmente funciona. São eles que são vistos como os “vencedores” por nossa sociedade — o loser é aquele que nunca é visto com mulher, e quanto mais velho o cara mais loser ele é. O cafajeste, por ser o “pegador”, acaba tendo uma chance muito maior de espalhar seus genes pelo planeta, ou seja, ele consegue cumprir o que poderíamos chamar de “missão básica do homem”. Ou seja, tudo me fazia crer que eu é que sou o errado, eu é que preciso me adaptar à nova realidade, eu represento o obsoleto, o que não cumprirá sua missão.

Porém, se eu pensar que eu procuro ser um cara gentil, respeitador e carinhoso com as mulheres por uma questão de princípios, o que eu ganho por querer ser igual a todos os caras que estão se tornando cafajestes? Quando agimos contra nossos princípios encontramos um desconforto natural; será que é isso mesmo o que eu quero? Decidi abandonar a ideia de me tornar um cafajeste e já coloquei pra mim mesmo o seguinte objetivo: se eu não conseguir garantir a continuidade de meus genes em dois anos (ou seja, se dentro deste prazo eu não conseguir me casar e ter filhos) vou doar esperma às clínicas de reprodução assistida. É uma forma criativa e eficaz de cumprir com meu papel no mundo!

(OK, não levem este último parágrafo a sério — embora eu não descarte totalmente essa possibilidade…)

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Na empresa onde trabalho consegui, recentemente, a incumbência de ministrar treinamentos para novos funcionários sobre o histórico da empresa, sua estratégia de mercado, seus valores, entre outras coisas. Quando falo sobre a estratégia da empresa acabo falando também sobre vantagem competitiva. Vivemos num mundo em que a vantagem competitiva de uma empresa não dura muito tempo: logo outras empresas conseguem oferecer produtos com as mesmas características e qualidades, e o que era uma vantagem se torna uma exigência competitiva.

Unindo essa afirmativa com o que acabo de falar sobre ser ou não um cafajeste, percebo que se eu começar a me igualar ao que está disponível no “mercado” serei apenas mais um. Quem sabe minha “vantagem competitiva” não está justamente em ser como sou?

It’s oh so quiet…

Posted 05/01/2010 by autoajudasentimental
Categories: Pensamentos

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(Escrevi este post sob a inspiração de It’s Oh So Quiet, da Björk, daí o título.)

Tive uma grande desilusão amorosa há pouco mais de um ano como todos sabem. Não estou começando o post com esse comentário pra me fazer de coitadinho; já passei da fase em que eu contava com a compaixão alheia ao narrar minha história. A ideia de começar este post falando sobre meu sofrimento no passado é apenas pra lembrar que um dia ele existiu — e sucumbiu em algum momento do ano que terminou pra abrir espaço a um novo amor.

A vida tem uma capacidade extraordinária de nos surpreender. Quando menos esperamos as coisas acontecem: surge uma oportunidade de viajar praquele lugar que você sempre sonhou em conhecer, sobra uma graninha que te possibilita trocar de carro… e surge aquela pessoa especial quando você simplesmente não está procurando ninguém!

De repente você se lembra de como é bom estar apaixonado. O perfume da pessoa por quem você passa a se interessar vem à sua mente e você tem a certeza de que o está sentindo ao seu redor; a saudade bate até mesmo quando você está há apenas um dia sem vê-la; você passa a ter uma espécie de ideia fixa pela pessoa, e fica boa parte do tempo pensando nela, no que ela deve estar fazendo… e mesmo que esse sentimento se manifeste de forma platônica (e mesmo que não venha a dar em nada) é muito bom senti-lo! Melhor ainda é compartilhá-lo com a pessoa amada…

Por mais que pensemos que estamos totalmente fechados pro amor ele vem da forma mais inesperada possível — e reforça aquele ditado que diz que “Deus escreve certo por linhas tortas”!

E, por mais que se tema que tudo isso termine um dia (e por mais que esse medo da perda nos impeça de dizer à pessoa tudo o que sentimos por ela) o que mais desejamos é curtir o momento sem pensar no dia de amanhã.

Que este ano que se inicia permita nos presenteaie com a leveza do mais belo dos sentimentos, e que possamos dá-lo a uma pessoa especial — e, claro, recebê-lo de volta.

Razão e emoção

Posted 29/12/2009 by autoajudasentimental
Categories: Pensamentos

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Durante uma aula de História da Arte na faculdade (em 1994 — pois é, tô ficando velho!) a professora falava sobre os deuses da mitologia grega, especialmente sobre Apolo e Dioniso, o primeiro representando a razão e o último, a emoção. Provavelmente pra se certificar de que a turma conseguiu captar a ideia do que os dois deuses representavam ela decide perguntar a cada aluno da sala se eles estavam mais pra Apolo ou pra Dioniso. Quando chegou a minha vez eu hesitei um pouco mas por fim disse que eu me considerava mais emocional do que racional, o que despertou uma certa dúvida na professora e em meus colegas de turma — com a minha cara de nerd que eu tenho desde sempre é meio difícil de imaginar que eu não seja 100% racional. Eu mesmo acabei duvidando um pouco da minha resposta na época graças à reação de todos.

Hoje vejo que eu estava certo: apesar de estar trabalhando nisso sou mais Dioniso que Apolo. Procuro tomar decisões muito bem pensadas, calcular riscos, mas quando se trata de interagir com outras pessoas a emoção fala mais alto. Ainda sinto uma leve necessidade de ser aceito pelas pessoas, de me importar com o que elas pensam sobre mim e minha atitude, meu jeito de ser. Feedbacks positivos alegram meu dia, e os negativos me deixam aborrecido por uma semana. Tenho me apaixonado com a mesma facilidade com que me frustro.

No entanto, como já disse estou me esforçando pra melhorar, pra ser mais Apolo. Ultimamente não tenho nutrido qualquer sentimento pelos feedbacks que recebo, e não me preocupo em ser “aceito” — entendo que pertencer a um determinado grupo é apenas uma questão de afinidade: procuramos estar com aqueles com quem nos identificamos de alguma forma! Aprendi a selecionar os amigos não por não gostar de alguns deles, mas justamente por perceber que eu não preciso que eles me “adulem”. Tenho me importado com planejar minha vida e não seguir o famoso “deixa a vida me levar”. Isso tem me ajudado a ver como eu posso voar alto — e praticamente sozinho! Digo “praticamente sozinho” pois dependo apenas do que eu sinto por mim e pelas coisas que faço pra poder seguir adiante; já não dou tanta importância ao que os outros pensam e falam sobre mim.

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Ultimamente tenho sentido uma certa pena de pessoas que fazem de tudo pra ser aceitas. Vejo meu passado nessas pessoas, e fico imaginando a quantidade de cabeçadas que elas darão até aprender que o importante não é ser admirado e querido por todos, e sim ter objetivos pessoais e realizá-los. Isso é o que deve nos fazer felizes no fim das contas.

O que Superman tem a ensinar aos homens

Posted 26/12/2009 by autoajudasentimental
Categories: Grandes Lições

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(Antes de qualquer coisa, não vou contar a história do Superman aqui; a não ser que você, leitor(a) tenha passado as 2 últimas décadas em outro planeta, tenho certeza de que você sabe muito bem quem é esse super heroi.)

Ganhei um box com 6 DVDs do Superman neste Natal — os 4 primeiros filmes, com Christopher Reeve, o mais recente, “Superman Returns” e um DVD contendo informações extras. Hoje matei a saudade dos dois primeiros filmes e comecei a filosofar sobre a atitude do Superman/Clark Kent com relação à Lois Lane. E não é que dá pra gente aprender algo com eles? Vejamos:

1- Use roupas que valorizem seu físico e que tenham um “tchan”. Entre o terno cafona de Clark Kent e a roupa de lycra super colada do Superman você acha que as mulheres babam por qual modelito? (Se não tem um físico que possa ser valorizado adquira um: vá fazer ginástica!)

2- Não seja o “cara bonzinho” que faz tudo pela mulher. Clark Kent compra o café da manhã pra Lois Lane, pega a bolsa e o casaco quando ela precisa e o que ganha em troca? Um “ele é um fofo” e nada além disso! E isso nos leva ao próximo item…

3- Uma desprezada de vez em quando faz bem. Sugiro Superman 1 pra encontrar uma aplicação prática desse item: antes de levar Lois pra voar pela cidade o heroi faz um ligeiro charminho, tipo “ah, não sei se devo continuar aqui… acho que vou embora, boa noite”. E a Lois implora ao Superman pra ficar mais um pouco — e aí ele a leva pra voar, e isso me lembra que…

4- … atitudes inesperadas fazem a diferença! Ainda em Superman 1, o heroi de repente pega na mão da Lois e fala “vem, vamos dar uma volta”. E aí a Lois fica pensando um monte de coisas tipo “esse homem mexe comigo de uma maneira que eu nem consigo explicar”. OK, não sabemos voar, eu sei… mas há outras formas (algumas delas até gratuitas) de surpreender uma mulher! Um telefonema quando ela menos espera já causa um impacto positivo.

5- Não abra mão de certas coisas por ela. Mulher não espera isso, e você corre o sério risco de prejudicar sua própria vida! Em Superman 2 nosso heroi abre mão de seus poderes pra poder ter uma vida “normal” com Lois Lane. E o que acontece depois? O planeta quase é destruído e Clark quase perde alguns dentes.Algumas coisas são só suas e ela simplesmente precisa aceitar; não abra mão delas em hipótese alguma! Por outro lado…

6- … mostre que você está disponível pra protegê-la sempre que ela precisar. Por que Lois Lane fica com as pernas bambas toda vez que o Superman aparece? Ora, porque ele já a salvou de vários apuros. Ele estava lá quando ela precisava — e quem também assistiu a Superman Returns sabe que ela tem consciência da dívida de gratidão que tem para com ele!

7- Seja charmoso. Essa é um pouco difícil pois nem todos nós fomos providos de beleza e charme, mas sempre há uma coisa que fazemos que chama a atenção delas. Aquela piscadinha com um olho só, aquele sorriso que mostra suas covinhas, aquela pose style… todos nós temos algo que a mulherada diz “ah, que bonitinho!” quando fazemos. Descubra qual é o seu “algo”, pratique e use em larga escala!

8- Leia bastante. Isso vai te ajudar a adquirir cultura e conseguir falar sobre diversos assuntos legais. E essa dica vale especialmente pra quem foi provido de beleza mas não de conteudo: não adianta nada ser bonito e não ter nada pra falar, ou só conseguir falar sobre o quanto você é foda ou algo do tipo. O Superman tem sempre um comentário espirituoso e enriquecedor — e vocês já sabem o resultado disso, né?

9- Tenha senso de humor. O Superman é cheio de fazer piadinha. O Clark Kent é um nerd bobão. Pra quem a mulherada paga um pau mesmo?

10- Por fim, seja você mesmo. Em Superman 2 o filho de Jor-El confessa a Lois que encarna um personagem quando se veste como Clark Kent. Novamente, o que é que o Clark consegue com ela mesmo?

Homens do meu Brasil: divirtam-se, pratiquem as dicas e se quiserem postar os resultados aqui serão bem vindos.

Mulheres do meu Brasil são bem vindas pra comentar as dicas e atestar sua veracidade ou não.

Abraços a todos e que venha 2010!