Meias verdades

Publicado 16/01/2012 por autoajudasentimental
Categorias: Aleatórios, Pensamentos

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Não assisto ao BBB. No começo eu até achava graça, mas aí enjoei; porém, houve uma época em que eu era meio que forçado a assistir pois outrem (depois eu conto a história desse termo) não perdia um episódio, só tínhamos uma televisão em casa etc. Mas acho que a fórmula do programa já deu o que tinha que dar. Devemos levar em conta, contudo, que a audiência deve ser expressiva, do contrário não estaria na décima segunda edição.

Hoje tomei conhecimento de algo que aconteceu na edição mais recente. Ao que tudo indica, uma moça foi violentada após uma bebedeira considerável. Não estou nem um pouco afim de questionar se houve o tal estupro ou não; isso não me interessa e acredito que cabe à polícia apurar o que aconteceu. Mas vou aproveitar o ocorrido pra falar sobre como uma história pode ser distorcida pra favorecer uma pessoa ou entidade.

Um dos textos mais interessantes sobre o assunto veio do blog de uma ex-BBB, Morango (desconhecida por mim até hoje por eu não ter o hábito de acompanhar o programa, vale ressaltar), em que ela menciona que o programa exibido todas as noites não dá ao menos uma dica sobre o possível crime ou não, e que apenas os assinantes do pay-per-view tomaram conhecimento do fato. Ou seja, podemos supor que se o público não tivesse acesso ao pay-per-view, se a informação sobre o que acontece na casa do BBB viesse apenas pelo programa diário, que passa por uma edição cuidadosa para que apenas parte da história seja contada, toda essa polêmica nunca ganharia tamanha relevância.

Isso me fez refletir sobre um monte de histórias mal contadas, uma série de meias verdades que ouvimos por aí. E vocês, também estão pensando nisso?

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O produtor de cinema Robert Evans já disse que “toda história tem três lados: o meu, o seu e a verdade — e ninguém está mentindo”. Não sei se concordo inteiramente. Entendo que as verdades são binárias; ou são, ou não são. Meias verdades não são verdades. Se uma pessoa ignora outros pontos de vista sobre uma mesma história, se ela se baseia em uma única versão pra fazer seu julgamento, a verdade que ela tem pra si não condiz com a realidade dos fatos.

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Ao longo de 2011, acabei perdendo algumas pessoas por quem tinha alguma consideração por uma história mal contada, por elas não procurarem ouvir minha versão dessa história. Não posso dizer que lamento pois, como já ouvi por aí, amigo é como dinheiro; hoje temos uma certa quantidade, amanhã poderemos ter mais ou menos mas, principalmente, não teremos necessariamente a mesma quantia e as mesmas “cédulas” pro resto de nossas vidas. Amizades são dinâmicas, transformam-se com o tempo como praticamente tudo na vida. Sendo assim, não senti tanto quanto eu poderia (ou, talvez, quanto eu deveria) pelos “amigos” que perdi no ano passado.

A única coisa que realmente me aborrece é ser rotulado de algo que não sou de forma totalmente injusta. Mas eu confio bastante na consciência de cada um. A minha, por sinal, está bem tranquila e convicta da verdade.

Textos que tenho como lições de vida

Publicado 13/01/2012 por autoajudasentimental
Categorias: Grandes Lições

  1. Aprenda com os erros e conquiste o que desejar (Reinaldo Polito)
    “Se você entregar os pontos antes de iniciar a luta, talvez passe a vida inteira procurando um culpado para o seu fracasso. A pessoa quase nunca acha que a culpada por suas derrotas seja ela mesma. É mais fácil e reconfortante dizer que os outros é que provocaram sua infelicidade.
  2. Dez coisas que levie anos para aprender (Dizem que é do Luís Fernando Veríssimo)
    “Uma pessoa que é boa com você, mas grosseira com o garçom, não pode ser uma boa pessoa.
  3. O romantismo, a misoginia e o meio termo (Blog Reflexões Masculinas)
    “Se buscarem suas próprias conclusões, despidos de idéias pré estabelecidas, eu afirmo que um crescimento grande os aguarda.”
  4. Tornando-se um homem de verdade (Também do Reflexões Masculinas)
    Mude o foco de vítima/pessoa afetada para o foco de uma pessoa que faz as coisas acontecerem.”
  5. Fórmula simples (Blog Capinaremos)
    “Todo ódio tem um fundamento.
  6. 21 sinais de que ela é uma mulher para namorar (Blog do Casal Sem Vergonha)
    “… alguém que admite um defeito e que não faz nada para mudá-lo é alguém que não busca evoluir na vida.”
    Li esse texto recentemente mas já o adotei como lição de vida!
  7. A cobra e o vagalume (Autor desconhecido)
    Leiam. Não vou estragar a surpresa.

Tem outros mas eu não estou lembrando agora. Conforme eles forem surgindo eu vou postando aqui.

Boa leitura!

Problemas

Publicado 12/01/2012 por autoajudasentimental
Categorias: Aleatórios, Pensamentos

Estou usando aparelho. Não pela questão estética; ou melhor, nem tanto por causa da estética, e sim por uma questão de saúde: minha dentista me disse que eu poderia ter problemas sérios por causa do meu incisivo, que era meio encavalado e acumulava placa bacteriana.

(Tá, vocês não precisavam desses detalhes. Desculpem.)

Engraçado que antes eu tinha um medo absurdo de colocar aparelho, pois sempre ouvi dizer que a dor que ele causava era insuportável.

Até que eu coloquei. Ou melhor, a dentista colocou. E eu descobri que não era tão ruim assim. Doi? Sim, mas é uma dor com a qual se pode conviver. Já tive uma afta enorme causada por um bracket cuja borrachinha se soltou, e essa afta incomodou um bocado. Mas, tirando isso, até que a convivência com esse objeto estranho tem sido boa. E, incrivelmente, em um mês o dente já está praticamente no lugar em que deveria estar. Nunca pensei que fosse tão rápido!

Durante uma das consultas comentei isso com minha dentista, e ela disse que cada pessoa tem seu próprio limiar de dor; o que eu sinto não é exatamente o que você, leitor(a), sente.

Já aconteceu de eu comentar com alguém sobre a minha tatuagem (tenho uma tribal nas costas cuja história é um tanto interessante mas não vou contar — só se me pedirem) e dizer, por exemplo, que eu senti muita dor quando as agulhas  penetravam a pele que fica sobre as vértebras, e ouvir de algumas pessoas q a dor que elas sentiram não foi tão ruim assim — que, na verdade, elas não sentiram quase nada.

A dor é relativa. Sua percepção é subjetiva. Cada pessoa sente dor de forma única. Não dá pra ficar comparando.

O mesmo se aplica aos problemas que temos. Meus problemas não são iguais aos das outras pessoas, portanto tentar compará-los é inútil. Sempre temos a impressão de que nossos problemas são maiores do que os dos outros mas raramente nos colocamos de verdade no lugar das outras pessoas e procuramos entender seu ponto de vista, seus problemas e motivações.

E aí chegamos ao ponto de nem mesmo ouvirmos os problemas dos outros. Quando alguém começa a falar sobre eles logo tratamos de dizer como nossos próprios problemas são grandes e difíceis de serem resolvidos.

É ou não é?

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Ultimamente tenho procurado me colocar no lugar dos outros. É um dos exercícios mais difíceis que podemos fazer, pois nem sempre temos paciência pra tentar pensar nos problemas pelos quais os outros estão passando e em como eles interferem em suas decisões. Mas funciona, viu? Percebi que tenho conseguido avaliar as situações de uma forma muito melhor.

Convido os leitores a fazer o mesmo: quando estiverem prestes a comparar um problema seu com os de outras pessoas, procurem avaliar as coisas pelas quais essas pessoas estão passando. Procurem compreender o que as fazem se comportar da forma como elas estão se comportando. Garanto que é muito melhor do que ficar se lamentando ou menosprezando o sofrimento alheio.

Lições aprendidas de 2011

Publicado 07/01/2012 por autoajudasentimental
Categorias: Uncategorized

Na medida do possível procuro reunir as lições aprendidas do ano que terminou. Isso me ajuda a procurar repetir os acertos e evitar meus erros, o que me ajuda a evoluir. As grandes lições aprendidas durante o ano de 2011 foram:

  • Aprender novas habilidades, SEMPRE!
  • Cuidar do corpo é fundamental — e da mente, mais importante ainda.
  • Novas experiências são sempre bem vindas. Se você não experimentou determinada coisa não pode dizer se ela é boa ou não.
  • Devemos desconfiar daqueles que querem nos “ajudar” apresentando amigas solteiras “super legais” e que “tem tudo a ver com você”. As pessoas realmente legais não precisam ser “vendidas” por terceiros, como se fossem carros usados.
  • Conquistar é diferente de persuadir. O que mantém duas pessoas juntas não são os argumentos, e sim as afinidades.
  • Viajar, especialmente ao lado de uma pessoa especial, é revigorante.
  • Buscar sempre o equilíbrio entre trabalho e lazer.
  • O melhor relacionamento que existe é aquele em que você pode ensinar algo à outra pessoa e aprende com ela também. A troca de ensinamentos deve ser praticamente equilibrada.
  • Às vezes é necessário quebrar regras.

Que em 2012 tenhamos muitas experiências novas — e aprendamos algo com elas.

Café

Publicado 14/12/2011 por autoajudasentimental
Categorias: Pensamentos

Preciso parar de tomar café.

Na verdade eu preciso descobrir o que me deixa tão ansioso e irritado. A cafeína é só uma das coisas que eu percebi que têm esse poder.

Mas sei lá, de uns tempos pra cá tenho me irritado com uma facilidade preocupante. Tenho alimentado preocupações bobas (pra não dizer inúteis), tenho me incomodado com provocações de gente que não merece meu tempo, fico dando atenção a sentimentos que já não deveriam se manifestar — e, juro, não estou falando da minha ex desta vez!

O café é só um dos bodes expiatórios. Mas, pelo que notei, é um dos mais poderosos: quando tomo café parece que passo o dia inteiro prestes a explodir, a ter um piripaque. Sinto calafrios, o coração dispara do nada, transpiro absurdamente…

Por falar em transpirar, esse calor que tem feito não colabora nem um pouco também. A impressão que tenho é de que estou dentro do forno! E aí me dá um ódio por não poder fazer muita coisa pra combater o calor… somando isso ao trânsito e às pessoas nas ruas que chegam a me dar uma espécie de fobia… já dá pra imaginar aonde chega o nível de irritação, né?

Engraçado que isso acontece justamente quando eu tenho a percepção de que tudo está, finalmente, indo pra um caminho feliz na minha vida. Vai entender…

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O fato é que, apesar de todas as coisas boas que tem acontecido na minha vida, parece que falta alguma coisa. Ou talvez o problema nem seja esse; acho que alguma coisa (que eu não sei o que é) me preocupa e me deixa assim, agoniado. De qualquer forma, esse sentimento me faz lembrar de 2008, o ano das minhas lições aprendidas. E eu não gosto nem um pouco disso…


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